Os vencedores do prêmio VejaBH 2017 e o que eu acho deles

12 dezembro, 2017 Novidades Tags:, , , , 3 Comentários

Depois do bafafá do Prêmio Encontro Gastrô 2017, chegou a hora de comentar sobre os resultados do prêmio da VejaBH – a Vejinha do belô, aquela revista que estava extinta há 2 anos – dizem que agora voltou – mas cujo prêmio sempre foi o mais tradicional da cidade.

Primeiro, observo que o júri foi selecionado de uma forma bastante criteriosa, envolvendo alguns nomes queridos e notáveis conoisseurs como Fabiana Arreguy, Lorena Martins, Aline Gonçalves, Rafael Rocha, Nenel Neto (Baixa Gastronomia) e Léa Araújo (Degustatividade), além de outros amigos, afinal, BH é um ovo, né? São pessoas que notoriamente saem quase todos os dias para comer, e com certeza estão bem mais atualizadas do que eu que, por conta do momento de papai fresco, saio pouco.

Isso se nota nos resultados dos vencedores, que são bem mais consistentes do que outros prêmios deste ano. Não há nenhum absurdo. Alguns bons tradicionais mantiveram o troféu, outras novidades pintaram. Mas claro, opinião é igual bunda, e cada um tem a sua. Então, aqui vai a minha ;-)

 

COMIDINHAS

Café – Mocca Coffee & Meals – É um café delicioso, que está mais focado em bebidas especiais do que grãos diferenciados. Entendi que essa categoria engloba o café e tudo o que vem em volta dele, daí o merecimento. Tem quitutes maravilhosos lá, também.

Rocambole de ovomaltine, bolinho de churros assado e o dono da casa: o Mocca Latte, um café espresso com calda de chocolate, leite e espuma de leite do @moccacoffeebrasil
Rocambole de ovomaltine, bolinho de churros assado e o dono da casa: o Mocca Latte, um café espresso com calda de chocolate, leite e espuma de leite do @moccacoffeebrasil

Doceria – Doces de Portugal – Tradicional que não tem erro. Mas eu diria que Mocca e Doces de Portugal se confundem nessas duas categorias, como vencedores.

Hambúrguer – Duke’n’Duke – Sempre foi um bom burger, mas pra mim, nunca foi o melhor – ainda não tem o pão ideal. Esse é um segmento que cresceu absurdamente nos últimos anos em BH, e muita gente boa surgiu pra desbancar clássicos como o Eddie (que ficou com o 2º lugar). Comi recentemente e curti o Bue Burger, o The Taste e o Applebee’s.

Padaria – Casa Bonomi – Também é tiro certo, fazem pão com arte. Em 2º ficou a Cumpanio, que é minha favorita pessoal. Vale destacar também a jovem Madre Pães, que não figurou.

Pão de Queijo – A Pão de Queijaria – A escolha óbvia, também. Ninguém trata o pão de queijo tão bem quanto esses caras.

Sorvete – Bacio di Latte – Achei que essa vitória foi um pouco síndrome de patinho feio. Temos Lullo, Mi Garba, Fiorella e tantas outras ótimas sorveterias. O sorvete da Bacio é ok, mas não é pra isso tudo. Talvez a marca tenha pesado mais que o gelato.

 

BARES

Boteco – Bitaca da Leste – Agradável surpresa ver essa simpatia pequetita por aqui. Já aviso que não cabe esse tanto de gente lá :-)

Carta de Drinques – Dub – Fala-se muito bem deles, mas #eununcabebi . Menção pro Guaja, que ganhou em terceiro e eu curto bem.

Cervejaria – Juramento 202 – Talvez pelo perfil do júri, ganhou uma cervejaria “alternas”. Embora Backer e Wals tenham pubs espetaculares, acho legal ganhar uma cervejaria “multimarcas” e fora da zona sul.

Cozinha de Bar – Mercearia 130 – Vitória merecida, é uma petiscada mais gostosa que a outra. Vamos ver como se sai com a mudança na frente da cozinha. Eu não deixo de mencionar a Borracharia, minha favorita pessoal.

Happy Hour – Cabernet Butiquim – É aquele lugar ótimo pra tomar um vinho acessível e comer um petisco bacana.

Delícia de tábua de frios do querido @cabernetbutiquim
Delícia de tábua de frios do querido @cabernetbutiquim

Revelação – Juramento 202 – Merecido, pelos mesmos motivos acima. Conseguiu se destacar no meio dos gigantes.

 

RESTAURANTES

Chef do Ano – Leonardo Paixão, do Glouton – Unanimidade entre os foodies. Eu falo: pobre do júri Michelin que ainda não conheceu o Leo!

O Melhor da Cidade – Glouton – Finalmente, o melhor chef e a melhor casa ganham no mesmo prêmio. Não vejo como ser diferente.

Brasileiro/Regional – Xapuri – O Flavinho é hors concours quando a gente fala de comida mineira de qualidade. E é pra turista comer também!

Carne – Fogo de Chão – Vocês acreditam que #eununcacomi ? E olha que eu passo na porta todo dia e fico olhando para aquela televisão de cachorro, com os costelões. Salivando.

Francês – Taste-Vin – Vitória da tradição. Em verdade acho que ninguém resolveu se meter a fazer comida francesa pra bater com o Taste Vin, que já tem uma clientela fiel há muitos anos.

Italiano – Vecchio Sogno – Vitória da tradição mais uma vez. Minha menção honrosa vai pro Est Est Est, por conta da firmeza do Chef, com a qual eu concordo apesar de ser bem polêmica, da Bisteca Fiorentina. Quer rir um bocado? leia aqui sobre a polêmica. E volte pra comentar ;-)

Oriental – Udon – Agora em duas localizações, é o japa que puxa um bocado de sofisticação e não fica no sushi básico. Há os puristas que não curtem. Eu adoro.

Thai especial - salmão, shimeji e teriyaki do @udonbh
Thai especial – salmão, shimeji e teriyaki do @udonbh

Pizzaria – Domenico Pizzeria Trattoria – Uma ótima pizza, sem dúvidas. Aliás, eu já tinha feito um The Best Of Pizzas de BH, e lá estavam eles.

Variado/Contemporâneo – Glouton – Justo, pelos motivos acima. Menção minha para o Trindade, que ficou em 2º lugar.

Revelação – Osso – Mind the Bones – É uma cozinha muito interessante, numa localização excelente mas onde ninguém conseguiu se firmar (mistério). Num ano de crise, abriram poucos lugares interessantes como este em BH.

 


Fica a sugestão de se ter um par de categorias a mais: cozinha saudável/leve, e salgados. Afinal, somos o país da coxinha!

Parabéns aos vencedores e ao juri por fazer um retrato tão fiel da cena gastronômica de BH, em especial para o querido Rafael Rocha – gente talentosa sempre tem espaço!

Saiba como funcionou a votação e veja a matéria original

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