Acompanhamentos

Receitas de acompanhamentos para o prato principal não se sentir solitário.

O feijão secreto da vovó (com feijão-manteiga)

11 setembro, 2014 Acompanhamentos, Comida mineira Tags:, , 12 Comentários

O maior tesão de comer na casa da minha avó sempre foi a qualidade do feijão dela. Sabe quando o negócio é simples, delicioso e impossível de imitar? Pois é. Eu sei que ela coloca muito mais amor do que eu, mas, de tanto espionar e insistir, acabei conseguindo fazer algo parecido com o feijão-manteiga.

Salsa Verde (green salsa)

28 julho, 2013 Acompanhamentos, Comida mexicana Tags:, , 2 Comentários

receita de salsa verde ou green salsa

Salsa, neste caso, não é uma salsinha de tamanho médio. Esta salsa não é aquele ritmo caribenho do bumbum pra lá e pra cá. Salsa é… molho, en español! E principalmente em espanhol mexicano, porque tudo lá pede um molhinho. Esse aqui é uma espécie de vinagrete, mas com um sabor um pouco mais exótico… pelo menos para o gosto do brasileiro.

1 tomate verde grande, sem sementes e picado em cubinhos pequenos
2 colheres de sopa de pepino caipira descascado e picado em cubinhos pequenos
Suco e raspas de 1 limão
1 colher sopa de folhas de coentro, picadinhas
1/2 pimenta dedo de moça, sem sementes, picada em cubinhos (se tiver jalapeño, melhor!)
1/2 cebola roxa, picada em cubinhos pequenos
Sal a gosto

Dá pra 4 pessoas se molharem

Eu não tenho palavras para dizer o quanto é fácil fazer essa salsa verde. É só combinar todos os ingredientes a gosto, de uma forma harmônica – mais apimentado para alguns, mais tomatudo para outros, temperar com sal e colocar na geladeira, vedando a vasilha com um filme pvc, durante 1 hora, para os ingredientes se conhecerem. Depois disso, é só fiesta!

Burrata com tomates, manjericão e torradas de pão sírio

17 junho, 2013 Acompanhamentos, Entradas, Lanches, Muito fácil, Petiscos Tags:, , , , , 2 Comentários

burrata com tomates

Burrata é una cosa troppo bella! Embora custe caro, ela abre um mundo de possibilidades. Como havia sobrado esta, não foi difícil juntar com algumas coisinhas a mais e fazer um belo petisco!

1 burrata de búfala
1 tomate italiano, cortado em cubos, sem sementes
1 punhado de folhas de manjericão
1 pacote de torradinhas de pão sírio
Azeite extra-virgem
Sal e pimenta do reino

Rende os primeiros 15min do futebol

Então, poderia ser mais fácil? Faça uma pequena marinada com os tomates, manjericão, muito azeite, sal e pimenta do reino, e deixe descansar por cerca de 30 minutos. Depois, é só desmanchar a sua burrata com as mãos, acomodar os demais ingredientes ao centro, regar com um bocado a mais de azeite e mandar brasa! Com uma boa cerveja, é claro.

Batata ao murro

28 fevereiro, 2012 Acompanhamentos, Muito fácil Tags:, , , , 13 Comentários

Se você acha que um tapinha não dói, que tal experimentar algo mais forte? Essa batata ao murro é um excelente acompanhamento para qualquer carne com personalidade, churrascos e coisas do tipo. Mas também funciona com um salmão, quem sabe?

Batata ao Murro

1kg de batatas grandes
Sal marinho grosso (o quanto baste)
Azeite extra-virgem (o quanto baste)
Alecrim fresco
Papel Alumínio

dá para 4 pessoas

Mais fácil, impossível. Besunte as suas batatonas com azeite, e depois esfregue sal grosso (cuidado, ele salga mais que aquele sal de cozinha). Deve ser algo como uma colher de sopa de sal grosso por batata. Eu lavo as batatas, mas não retiro a casca – é a melhor parte! Regue um pedaço de papel alumínio com azeite, sal e alecrim, e embale cada batata separadamente.

Leve ao forno a 230º por cerca de 3 horas. Você vai saber que estão prontas quando apertar e estiverem bem macias – leva tempo, não se preocupe. É saudável que você se irrite com o fato de elas gastarem tanto o seu precioso gás de cozinha que só passa na quarta meio-dia, porque a seguir vem a melhor parte…

Retire as batatas ainda envoltas em papel alumínio. Coloque sobre uma mesa firme. Feche o seu punho preferido… e POW! dê um soco na batata para desmanchá-la deliciosamente. Como abrir o papel-alumínio depois, não tem problema nenhum! Um soco bem dado vale o trabalho. Desembrulhe a sua batata espancada, regue com azeite e sirva a pobre coitada.

Purê de Baroa (Mandioquinha)

24 maio, 2011 Acompanhamentos, Comida mineira Tags:, , , , , 6 Comentários

Comi junto com Galinha com Sálvia e Laranja e Salada Grega (em breve)

Cenoura amarela, mandioquinha, chame como quiser este tubérculo pequeno porém saboroso. A batata baroa é um eterno clássico da culinária mineira, sendo usada tanto em saladas quanto quente. É uma pena que muitos a cozinhem demais e piquem em rodelas com um punhado de salsinha, quando você pode fazer coisas maravilhosas como este purê. E olha que é muito fácil!

1kg de batata baroa
300ml de creme de leite fresco
2 colheres sopa de manteiga
Sal e pimenta-do-reino

dá para 6 pessoas

Cozinhe a batata baroa com casca e tudo em água abundante por cerca de 40 minutos, até que, quando você espetar um garfo, ela escorregue de volta para a panela com toda a graciosidade. Retire-a da fervura e descasque ainda quente, de preferência debaixo de água corrente fria, se você não estiver interessado em se queimar. Amasse com um garfo.

Aqueça, até na mesma panela onde estava cozinhando a baroa, o creme de leite fresco e dissolva nele a manteiga. Incorpore a baroa devidamente amassada com um garfo (eu gosto de amassar mais ou menos para ficarem uns grumos ótimos), misture tudo até incorporar, e então acerte sal e pimenta do reino à gosto, e o meu gosto é muito sal e muita pimenta.

Decorei com uma folha de salsão, mas pode ser salsinha também. O segundo nível poderia incluir incorporar um pouco de parmesão fresco ou até noz moscada. Nesse caso, acho que a baroa por si só já é rica o suficiente, e a minha não precisou de mais nada para ser feliz.

Jacked Potato (batata recheada)

10 maio, 2011 Acompanhamentos, Comida americana Tags:, , , , , , , , , 3 Comentários

 

Baked potato, Jacked potato, batata recheada, chame do que quiser. Uma bela batata assada recheada é um acompanhamento com jeitinho de prato principal. Você pode variar os complementos a gosto, e testar a sua habilidade de colocar o máximo possível de recheio dentro da batata. Motivo pelo qual alguns preferem as maiores que as menores. Se esse é o seu caso, algumas horas a mais no forno devem resolver. Mas, se você prefere as pequenininhas, fofinhas, gordinhas… é só seguir a receita:

500g de batatas pequenas
200g de bacon
250g de cream cheese
200g de queijo prato, ralado
2 colheres sopa de manteiga
Cebolinha picada à gosto
Azeite extra-virgem
Sal grosso

dá para 4 pessoas

Envolva cada batata com azeite, e depois esfregue sal grosso em toda a sua casca. Leve ao forno em temperatura média por 30-40 minutos, ou até que esteja macia. O segredo da batata no forno é que ela não absorve água, então fica com aquele sabor mais consistente, e uma textura mais agradável também, “floury” como eles dizem por aí. A casca deve ficar crocante e salgadinha. Não a desperdice!

Corte o bacon em cubos, aqueça uma frigideira e frite-o em sua própria gordura. Reserve em uma tigelinha. Bata o cream cheese com um garfo, para que se solte, e coloque em outra tigelinha. Pique a cebolinha, e mais outra tigelinha. Queijo prato (seria o Jack Cheese americano) em outra tigelinha, e quase tudo pronto. Agora é fazer uma incisão na batata, retirando um pouquinho de seu interior para acomodar os recheios. Comece com um pouquinho de manteiga por dentro, que deve derreter com o próprio calor da batata; depois, o cream cheese, o bacon, que se acomoda sobre o cream cheese, o queijo e a cebolinha. Batata recheda é diversão garantida!

Couscous picante

13 maio, 2010 Acompanhamentos, Comida mediterrânea Tags:, , , , 1 Comentário

Inspirado em receita do livro Jamie Oliver – O chef sem mistérios

Comi junto com Pernil de cordeiro

Eu precisava de um acompanhamento para o pernil de cordeiro, mas é claro que não ia cair no arroz com feijão. Massa, nem pensar. Então fui encontrar um couscous, cuscus, cuscuz ou como você queira escrever, que é um grão lindo, mais fácil de fazer do que eu imaginava, e que casa como ninguém com o cordeiro. Foi inesperadamente interessante.

1 cebola bem picada
1 dentes de alho, picado bem fino
250g de couscous

500ml de caldo de legumes

3 colheres de sopa de manteiga
1 colher de chá de sementes de cominho
1 colher de chá de sementes de coentro
1 colher de chá de sementes de erva-doce
Pimenta chilli seca à gosto
1 folha de louro
1 colher sopa de vinagre de vinho tinto
1 colher sopa de açúcar
Azeite extra-virgem

Sal e pimenta do reino

rende 6 porções

Primeira coisa é por o caldo para ferver. Enquanto isso, aqueça a cebola no azeite morno com uma colher de manteiga, sem deixar dourar. Soque as sementes, a pimenta e uma pitada de sal num almofariz. Adicione-os, juntamente com o alho, à panela, e continue fritando lentamente, até que adquiram uma consistência pastosa. Acrescente o vinagre e o açúcar, que vai queimar e dar uma cara de melaço para a “gororoba” de até então. Depois de alguns minutos melando, acrescente o couscous, misturando bem. Acrescente então o caldo quente e mexa um pouco, deixando cozinhar por cerca de 20 minutos, colocando um pouco mais de água se ela tiver secado totalmente sem que o couscous cozinhe. Não se preocupe ao ver que o couscous vai grudar e parecer aquele arroz unidos-venceremos que é o pesadelo de todos nós.

A seguir vem a mágica: desligue a panela, e acrescente aos poucos o restante da manteiga, com um garfo, passeando com ele por todo o couscous, espalhando a manteiga entre os floquinhos, até que fiquem bem soltinhos. Se deu tudo certo, você vai ter um couscous soltinho, amanteigado, levemente adocicado e com um toque final bem picante. É inevitável que o couscous seja meio gororoba – pelo menos foi inevitável para as minhas tentativas. De qualquer maneira, é um acompanhamento injustiçado, e me senti um cozinheiro solidário nesse dia.

Switch to desktop version