Magret de pato ao molho de vinho do Porto e framboesas

27 junho, 2016 Carnes, Comida francesa Tags:, , , , , 0 Comentários

Ocasiões especiais não podem passar em branco. Nosso primeiro dia dos namorados com filha e recém-mudados, muito menos. Resgatei essa receita de magret de pato – uma carne que tive dificuldade de encontrar com qualidade aqui em Belo Horizonte – num preparo que eu havia comido na França, alguns anos atrás. Cheguei até a prometer aqui no blog que ia tentar fazer a minha versão… ainda bem que eu não disse quando!

Contextualizando, o prato original era este Magret de pato ao molho de frutas vermelhas e gnocchi de alho-poró. Foi comido em Cannes, no La Mirabelle, durante o festival de propaganda. A combinação é deliciosa, o molho ácido e levemente adocicado do pato encontra abrigo no leite e o frescor do alho-poró, num encontro viciante. O gnocchi de lá era bem mais lindo que o meu ficou, lisinho e mais leve. Detalhe para a tigelinha do gnocchi, presa ao prato com cola quente.

Magret de pato com gnocchi de alho-poró

Após pesquisar um pouco, decidi fazer a minha versão do molho com framboesas e vinho do Porto, que seria o agente para adocicar o preparo e acabou dando uma aportuguesada na receita. Ficou diferente mas deu certo!

2 peitos de pato inteiros
100ml de vinho do Porto
4 colheres sopa de framboesas
1 raminho de tomilho
Sal e pimenta-do-reino

Dá pra 2 serem felizes

A receita do gnocchi é simples, você pode fazer sua versão caseira seguindo esses passos e depois usar um molho bechamel com o alho-poró levemente passado na manteiga. Ou, fazer como eu fiz, desta vez comprei um gnocchi pronto de boa qualidade e só fiz o bechamel com alho-poró.

Preparar o pato é que é o Ó. O magret deve estar em temperatura ambiente. Primeiro, faça cortes superficiais com uma faca afiada no lado com gordura, marcando (scoring) a pele, para possibilitar que ela cozinhe melhor ao ir para a frigideira. Depois, esfregue sal e pimenta-do-reino sobre todo o peito. Aqueça bem essa frigideira de fundo grosso, e coloque os magrets com a gordura virada para baixo.

Após 4 a 6 minutos, o pato deverá ter soltado uma boa quantidade de gordura, ou seja, não vai precisar de azeite, minha querida! Vire o seu magret com carinho, e cozinhe por mais 2 minutos, no máximo. O ponto correto para servir o magret é mal passado de verdade, apenas aquecido no interior. É a melhor maneira de sentir seu sabor em toda a sua glória.

E aí vem: retire os magrets, enrole-os em papel alumíni0 e deixe-os descansar, segundo rezam os franceses, pelo mesmo tempo que deixou fritar. Enquanto isso, prepare seu molho: mantenha a frigideira aquecida, descarte o excesso de gordura, acrescente o vinho do Porto, ora pois, e deixe que o álcool evapore, raspando também a frigideira para que todo aquele sabor seja libertado. Acrescente então as framboesas, esmague algumas, deixe as outras inteiras, acrescente o tomilho só pelo charme, e deixe a mistura reduzir pela metade. Deve ser a sincronia perfeita para dar os 7 minutinhos de descanso do seu magret.

Fatie o magret e derrame o molho maravilhosamente por cima. O gnocchi fica mais legal se vier num recipiente separado, para que os 2 molhos não entrem em contato antes de você comer. Já a cola quente… fiquei devendo.

E ficou assim:

magret-pato

Bón apetit, ó pá!

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