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Fettuccine com salmão

29 novembro, 2012 Massas, Muito fácil, Peixes Tags:, , , , 2 Comentários

Inspirado em receita do livro Jamie Oliver – Chef sem mistérios

Será que eu estou viciado em macarrão? Claro que sim. Já faço essa receita há alguns anos, e sempre é um sucesso. Só que nunca havia postado aqui antes, não me pergunte o por quê. Tenho tara com ela: o salmão é a picanha do mar, não é mesmo? É só entrar com alguns ingredientes a mais e ele ganha uma vida toda nova junto do macarrão. Olha só:

300g de fettuccine
200g de filé de salmão sem pele
100g de tomates secos, picados grosseiramente
100g de azeitonas pretas fatiadas e sem caroço
1 punhado de salsinha, picada pequena
100ml de vinho branco seco
3 dentes de alho
Sal e pimenta do reino
Azeite extra-virgem

Dá para 2 pessoas

Comece colocando a água com bastante sal para ferver, que é aquela do macarrão de sempre. Enquanto isso,  corte o salmão em cubos de +- 3cm. Tempere-os com sal e pimenta do reino. Aqueça bem uma frigideira antiaderente (não queremos que essa belezura fique toda grudada no fundo, não é mesmo?) e frite o salmão por cerca de 3 minutos, até que fique quase no ponto de servir. Acrescente o alho picado em lâminas. Se você gosta de alho, pode exagerar, porque vai muito bem neste prato. Não deixe o alho dourar muito. Acrescente os tomates secos e as azeitonas pretas, dê aquela misturadinha safada e acrescente o vinho branco, tampando a sua panela e deixando cozinhar por 5 minutos.

Claro que enquanto isso você já fez o macarrão e ele ficou pronto magicamente. Sendo assim, arrede (em bom mineirês) o salmão com sua turma para o lado da frigideira e inclua o fettuccine na festa. Misture tudo com gentileza, desligue o fogo e acrescente a salsinha picada, que vai dar todo um novo frescor, e uma boa dose extra de azeite. Se for o caso, finalize com mais uma pimentinha do reino. Pronto! É o seu novo clássico entrando em campo.

Galinha com sálvia e laranja

30 maio, 2011 Carnes Tags:, , , , 4 Comentários

Inspirado em receita do Livro Jamie Oliver – O Chef sem mistérios

Muito bem, estou quase esgotando as receitas deste livro do Jamie, mas como não fazê-lo? Essa receita é bem especial para mim, já a havia preparado várias vezes, mas nenhuma blogável, então agora aqui está. Sálvia fresca é uma dádiva e está cada dia mais difícil encontrá-la em BH. Sério… quem tiver um pé aí me contata em PVT? Valeu…

1 galinha caipira (+-3kg)
8 laranjas bahia
1 talo de salsão
1 maço de tomilho
1 cabeça de alho
10 folhas de sálvia
1/2 garrafa de vinho branco seco frutado
4 colheres sopa de manteiga
Azeite extra-virgem
Sal e pimenta-do-reino

dá para 6 pessoas

Lave bem a sua querida galinha, por dentro e por fora, e a seque com papel-toalha ou um pano. Fatie o salsão, misture ao tomilho (só as folhas), sal e pimenta e preencha a galinha com esse recheio. Descasque as laranjas, sem deixar nenhuma parte da casca, e corte em rodelas. Uma dessas laranjas também pode ir de recheio, xuxa ela lá. Costure o bumbum dela para não vazar, por que vamos deitar e rolar com ela. Esfregue sal e pimenta em toda a pele.

Aqueça uma panela bem grande com azeite e frite a galinha inteira – é isso mesmo, inteirona – por 5 minutos de cada lado. Acrescente os dentes de alho devidamente descascados, a manteiga e a sálvia, e cozinhe por mais alguns minutos. Depois, vá adicionando o vinho aos poucos, mantendo o fundo da panela molhado. Enquanto isso, faça uma cama de rodelas de laranja numa travessa que vai ao forno. Quando a galinha estiver bronzeada, retire do fogo, deite-a na cama de laranjas e leve ao forno médio por 45 minutos, conferindo a cada 15 minutos e regando com um pouquinho mais de vinho. Retire a galinha do forno quando o seu coração souber que ela está macia, molhadinha por dentro e pronta para o abate.

Depois é fazer o molho: raspe o fundo da panela, com a sálvia e os maravilhosos e disputadíssimos dentes de alho. Se você foi atencioso, o molho não queimou, e portanto não amargou. Ligue o fogo para amolecê-lo e pode também usar um pouco de vinho para ajudar a dissolver. Despeje esse molho maravilhoso por cima da galinha, na assadeira. Pronto, galinha de banho tomado, é hora de comer.

— UPDATE —

Fiz essa receita novamente, e é incrível. Desta vez, comi junto com Salada Grega e Purê de Baroa. Fotografei novamente, mas só pra fugir da rotina, coloquei a galinha de 4. Ficou parecendo até mais gostoso.

Camarão empanado

26 outubro, 2010 Frutos do mar, Petiscos Tags:, , , , , , , , 4 Comentários

Inspirado em receita do livro Cook with Jamie

Não é à toa que camarão é um bicho tão badalado. Se você pode comprar alguns de boa qualidade, do tamanho do seu dedo mindinho para maiores de 18 anos, você já descobriu que ele é uma das melhores coisas da vida. De tira-gosto então, é impressionante. Esse prato requer uma boa cerveja e, se for domingo, um futebolzinho rolando na tv. Ê vidão, hein?

1 xícara de farinha de rosca
um punhado de salsinha picada
suco de 2 limões, mais outros 2 pra servir
1 punhado de queijo parmesão ralado
300g de camarões médios (usei o rosa médio)
1 xícara de farinha de trigo
2 ovos
Sal e pimenta-do-reino

rende tiragosto para 4

É bem fácil. Unte uma travessa com óleo e misture nela a farinha de rosca, salsinha, suco de limão e queijo parmesão. Depois, monte dois pratos fundos ao lado: um com farinha de trigo e outro com os 2 ovos ligeiramente batidos.

Daí vem o truque que eu aprendi mas esqueci com quem. Use uma mão para passar os camarões na farinha de trigo; outra mão para passá-los nos ovos; e a mesma primeira mão para passá-los na mistura de farinha de rosca. Assim, cada mão se concentra no que faz melhor, né? E ainda diminui a lambança.

Depois que todos os seus camarões estiverem cobertos pela mistura – é bom cobrir completamente e ainda dar aquela apertadinha na farinha de rosca para formar a crosta – é só levar ao forno médio por cerca de 15 minutos.

Sirva com generosas fatias de limão e uma boa cerveja (recomendo a da foto: Colorado Índica). Eu também fiz umas batatas cozidas-fritas para acompanhar, fazendo meio que um shrimp-and-chips. Mas faça como quiser. Camarão é vida.

Pernil de cordeiro com damascos e tomilho

14 maio, 2010 Carnes, Comida mediterrânea Tags:, , , 8 Comentários

Inspirado em receita do livro Jamie Oliver – O chef sem mistérios
Pernil de cordeiro com damascos e tomilho

O Dr. Emerson, além de médico, ainda cria cordeiro que é uma beleza. Ele me forneceu um belíssimo pernil de cordeiro produzido por ele mesmo e eu experimentei essa receita. Claro que ficou excelente, claro que eu comprei muitos e muitos quilos mais da excelente carne de cordeiro dele. Claro que essa foto já é da segunda vez que fiz, que ficou ainda melhor que a primeira, porque aprendi melhor sobre como assar essa belezura. Claro que você deveria experimentar!

1 pernil de cordeiro, cerca de 1,7kg
1/2 cabeça de alho
1 maço de tomilho, defolhado
suco de 1/2 limão
1 punhado de damascos secos

Azeite extra-virgem

Sal marinho

rende 6 porções

A parte que exige destreza é o preparo do pernil para receber os temperos. É necessário escavar com a faca, ao redor do osso, de um lado, abrindo um túnel; depois, escave ao redor do osso pelo outro lado, tentando fazer com que esse segundo túnel encontre o primeiro. Uma obra digna de qualquer engenheiro civil. Adicionalmente, faça umas 8 perfurações ao longo da carne, nas laterais, e enfie o dedo em cada uma delas para ampliá-las. Não se preocupe, o cordeiro aguenta essa violência.

Soque um punhado de tomilho com um punhado de sal e alguns dentes de alho, num almofariz. Quando virar pasta, acrescente um pouco de azeite e o suco de 1/2 limão. Pique os damascos e misture-os aí também, vai com fé que vai dar tudo certo.

Enfie essa mistura no seu túnel de cordeiro, e nos rombos que você abriu com os dedos. Seja generoso com os damascos, colocando-os nos seus devidos furos. Esfregue o restante por toda a carne, bem como esfregue um bocado de sal nas partes que você achar que ficaram desfavorecidas.

Unte a assadeira com azeite e leve o cordeiro, coberto por papel alumínio, ao forno em temperatura média-alta, tipo 225ºC, por cerca de uma hora, virando após 30 minutos. Ele deve permanecer macio, de modo que a pressão dos seus dedos afunde a carne. Esse é o ponto certo. Claro que é difícil acertar o ponto de primeira. Claro que o ponto da carne é do gosto de cada um. Mas é claro que eu tirei o meu bem-mal-passado… já viu né?

Couscous picante

13 maio, 2010 Acompanhamentos, Comida mediterrânea Tags:, , , , 1 Comentário

Inspirado em receita do livro Jamie Oliver – O chef sem mistérios

Comi junto com Pernil de cordeiro

Eu precisava de um acompanhamento para o pernil de cordeiro, mas é claro que não ia cair no arroz com feijão. Massa, nem pensar. Então fui encontrar um couscous, cuscus, cuscuz ou como você queira escrever, que é um grão lindo, mais fácil de fazer do que eu imaginava, e que casa como ninguém com o cordeiro. Foi inesperadamente interessante.

1 cebola bem picada
1 dentes de alho, picado bem fino
250g de couscous

500ml de caldo de legumes

3 colheres de sopa de manteiga
1 colher de chá de sementes de cominho
1 colher de chá de sementes de coentro
1 colher de chá de sementes de erva-doce
Pimenta chilli seca à gosto
1 folha de louro
1 colher sopa de vinagre de vinho tinto
1 colher sopa de açúcar
Azeite extra-virgem

Sal e pimenta do reino

rende 6 porções

Primeira coisa é por o caldo para ferver. Enquanto isso, aqueça a cebola no azeite morno com uma colher de manteiga, sem deixar dourar. Soque as sementes, a pimenta e uma pitada de sal num almofariz. Adicione-os, juntamente com o alho, à panela, e continue fritando lentamente, até que adquiram uma consistência pastosa. Acrescente o vinagre e o açúcar, que vai queimar e dar uma cara de melaço para a “gororoba” de até então. Depois de alguns minutos melando, acrescente o couscous, misturando bem. Acrescente então o caldo quente e mexa um pouco, deixando cozinhar por cerca de 20 minutos, colocando um pouco mais de água se ela tiver secado totalmente sem que o couscous cozinhe. Não se preocupe ao ver que o couscous vai grudar e parecer aquele arroz unidos-venceremos que é o pesadelo de todos nós.

A seguir vem a mágica: desligue a panela, e acrescente aos poucos o restante da manteiga, com um garfo, passeando com ele por todo o couscous, espalhando a manteiga entre os floquinhos, até que fiquem bem soltinhos. Se deu tudo certo, você vai ter um couscous soltinho, amanteigado, levemente adocicado e com um toque final bem picante. É inevitável que o couscous seja meio gororoba – pelo menos foi inevitável para as minhas tentativas. De qualquer maneira, é um acompanhamento injustiçado, e me senti um cozinheiro solidário nesse dia.

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