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Risoto do Cerrado com Pequi e Linguiça da Roça

20 setembro, 2016 Comida brasileira Tags:, , , 5 Comentários

Essa maravilha de risoto do cerrado me foi introduzida com carinho pela ala goiana da família da minha esposa, em especial a comadre Liginha, que volta e meia nos recebe com um desses pelas bandas de lá. Estamos falando de um risoto potente, que não exige absolutamente mais nada na mesa, o que é uma maravilha se você estiver cozinhando para muita gente. Uma versão vegetariana é permitida, se houver quórum para isso.

risoto do cerrado com pequi

400g de arroz arbóreo
500ml de vinho branco seco
azeite extra-virgem
1 cebola, picada em cubinhos
2 dentes de alho
2 colheres sopa de salsinha bem picada
1 xícara de pimenta biquinho
2 pimentas de cheiro bem picadas (ou à gosto)
12 pequis, ou 1 xícara de polpa de pequi em conserva
2 xícaras de guariroba picada grosseiramente – se não tiver, use palmito
400g de peito de frango OU de carne de sol, picada em cubos
400g da melhor linguiça da roça que você puder encontrar
200g de queijo coalho ralado
4 colheres sopa de manteiga de garrafa
1 cenoura, 1 cebola e 1 talo de salsão, para o caldo do risoto
sal e pimenta do reino

Dá pra 6 roedores de pequi se esbaldarem

O ritual básico do risoto, você já sabe que eu não costumo repetir toda a receita. Dê uma lida aqui para tirar qualquer dúvida. O segredo do risoto do cerrado está no preparo dos adicionais. Pense neles como pertences de uma feijoada ou trupicos de um feijão tropeiro. A linguiça deve ser frita com bem pouco óleo, cortada em rodelas e reservada; o peito de frango, ou carne de sol, idem.

A pimenta de cheiro é um item para adicionar com cuidado. Sua ardência pode variar bastante, e claro, nem todo mundo curte pimentinha sapecando na boca. Mas te garanto que acrescenta muito ao prato. Caso não encontre, pode usar dedo de moça picadinha.

Eu prefiro acrescentar todos os ingredientes do cerrado – guariroba, pequi e as carnes – um pouco depois que o vinho branco evaporar, junto com a 2ª ou 3ª água do seu risoto. Isso dá tempo dos ingredientes trocarem sabores e ficar essa coisa maravilhosa. A pimenta biquinho vale a pena colocar só no final, quando o arroz estiver praticamente cozido, para preservar a textura interessante que ela tem. O mesmo vale para a salsinha, o queijo coalho e a manteiga de garrafa. Feito isso, acrescente mais duas conchas do caldo de legumes, desligue o fogo e deixe seu risoto do cerrado descansar por uns 10 a 15 minutos. Daí é só serrvirrr e comerrr (leia puxando o R caipira igual os goianos fazem).

Frutos envolvidos no Risoto do Cerrado

O pequi

fruto pequi risoto do cerrado

A Tia Denise fala que o sabor do pequi em conserva é menos espetacular que o do pequi inteiro. Quem sou eu para discordar. O fato é que essa frutinha amarelada e de aroma forte é um 8 ou 80, encanta ou desencanta, então cuidado na hora de servir. Em segundo lugar, e na verdade o mais importante, é que o fruto inteiro é recheado de espinhos, e é preciso ser um hábil roedor da polpa sem chegar à área espinhosa. Caso isso ocorra, o desastre no almoço é quase certo. O pequi tem uma quantidade enorme de espinhos duros e fininhos, e são difíceis de lidar. Alerte bem seus convidados antes de convidá-los ao clube dos Roedores de Pequi. Ou, use o pequi em conserva, que já vem em lascas e sem espinhos, e aí pode colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo.

Quer entrar fundo no pequi? Dá uma lida na definição do wikipedia de pequi.

A guariroba

Essa outra frutinha do cerrado vem de uma palmeira, e é algo parecido, na textura e no visual, com um palmito. Porém, o sabor é um pouco diferente, um pouco mais amargo, e a textura é mais firma. É o máximo que palavras podem dizer sobre essa preciosidade.

guariroba risoto do cerrado
créditos da foto: Pirenópolis.tur

Risoto de Parmesão e filé do Agora eu Cozinho

16 junho, 2014 Muito fácil, Novidades Tags:, , 0 Comentários

Recebi essa semana uma caixa do Agora eu Cozinho pra fazer um risoto de parmesão com medalhão de filé. A ideia é bacana: os ingredientes já vem selecionados, e até identificados pela ordem do preparo, e tudo já na porção certa. Só falta mastigar pra gente, né? Pois é. Lá fui eu com o meu kit-agrada-esposa pra casa.

agoraeucozinho_2

Veio até com a linha pra amarrar o bacon em volta do filé. Aliás, um parêntese, porque o filé veio realmente fresquinho e bem acondicionado na caixa, qualidade que até no açogue é difícil conseguir.

O folheto veio com as instruções bem detalhadas, com coisas pra quem não é de cozinhar mas tá a fim de se aventurar mesmo: tempo exato de cozimento de um lado e do outro, que horas colocar cada coisa e tudo mais. Ao invés de fazer o risoto do meu jeito, eu resolvi seguir o jeito do manual. Coisas como lavar o arroz arbóreo e dourá-lo na manteiga, pra deixar claro que não tem nenhum absurdo. E não é que deu certo também? Olha só o resultado:

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Risoto de Alho Poró

13 fevereiro, 2012 Comida italiana Tags:, , , 5 Comentários

Ter material para risoto em casa é quase obrigatório para mim. Não é muito: um arroz de risoto, uma cebola na fruteira, algum azeite e quem sabe um talo de salsão… já resolvem a maior parte do problema. E aí, quando você tá de saco cheio, pode achar qualquer ingrediente bobo na sua geladeira – como eu achei o alho poró – e bum! Você tem um risoto de alho poró!

Risoto de Alho Poró

1 cebola bem picada
1 talo de salsão, picado
2 dentes de alho, picados
200g de arroz arbóreo ou carnaroli
1 tablete de caldo de legumes
100ml de vermouth ou vinho branco
50g de parmesão ralado fresco
1 colher de sopa de manteiga
1/2 talo de alho poró, picado em tiras
Azeite extra-virgem
Sal e pimenta do reino

dá para 4 pessoas

Pra variar, se você nunca leu esta receita, nem esta nem esta outra, lá vai: siga o ritual do risoto, cebola, salsão, alho, arroz, vermouth ou vinho branco etc e tal. Acrescente a seguir já um pouquinho do alho-poró, devidamente lavado e cortado em tiras. Quando o arroz estiver a uns 5 minutos do cozimento, junte um mais um pouco do alho-poró. Essas horas diferentes vão criar texturas diferentes no prato, o que acho interessante, além de criar laços de amizade do ingrediente com o risoto durante esse pouco tempo. Vá nutrindo-os com o caldo de legumes, sempre que necessário.

Finalizando seu risoto de alho-poró

Desligue o fogo, adicione a manteiga e o parmesão fresco, acerte o sal e pimenta do reino, misture bem e deixe descansar por uns 10 minutos, para os ingredientes se acalmarem. Finalize no prato com mais alho-poró, se você tiver coragem, mais parmesão e pronto! Do nada, você tem um risoto respeitável, fácil de fazer, sem frescura, mas bem coringa nas combinações…

Como combinar seu risoto de alho-poró

Eu tenho algumas sugestões para você, my friend! Que tal uma galinha com sálvia? Ou senão, vai bem de costeletas de porco com tomilho, limão e pesto. Por último, tem o filé com redução de balsâmico. Agora, se nada agradou, por que não jogar o seu jogo e comer esse risoto inteiro sozinho? Vai beeem também!

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