Bacalhau à Gomes de Sá

30 setembro, 2009 Comida portuguesa, Peixes Tags:, , , , 17 Comentários

Depois do bacalhau da Rita de Cássia, chegou a hora do Bacalhau à Gomes de Sá. Confesso que fiz uma breve pesquisa para ver diferenças entre as receitas, e o que mais me surpreendeu é que não existe muita diferença. São fundamentais um belo bacalhau e um bom azeite. Se você é daqueles que come muito azeite por que acha que “faz bem”… esse prato vai te deixar novinho em folha.

Bacalhau à Gomes de Sá

300g de bacalhau em lascas
1 litro de leite
500g de batatas
1 punhado de azeitonas pretas sem caroço
1 punhado de salsinha, bem picada
1 cebola, picada
1 colher sopa de manteiga
Muito azeite extra-virgem
Sal e pimenta do reino

rende 4 porções

Deixe o bacalhau de molho na água de um dia para o outro, trocando a água 3 vezes. É o famoso demolhar o bacalhau. Quando for preparar o prato, cozinhe as lascas de bacalhau no leite durante 15 minutos, sem deixar ferver. Escorra, desfie o bacalhau ainda quente e reserve.

Cozinhe as batatas em água com muito sal. Descasque-as ainda quentes, e corte-as em rodelas de +- 0,5cm de espessura.

Numa panela que vá ao fogo e ao forno, aqueça um pouco de azeite e a manteiga. Frite a cebola picada em meias rodelas por 2 minutos. Acrescente as batatas, mexendo bem, deixe corar um pouco, e a seguir junte as azeitonas pretas sem caroço e o bacalhau. Frite por mais 2 minutos, só para dar um sabor, ajuste o sal, regue tudo com bastante (mas é bastante mesmo) azeite, misture com cuidado para que o azeite embale os ingredientes, e leve ao forno por uns 20 minutos.

Quando as batatas ficarem coradas, está na hora de tirar do forno. Regue com mais azeite, e finalize com salsinha picada. Depois, coloque um pouco mais de azeite e sirva. Com o vidro de azeite na mesa, claro.

Saiba mais sobre o Bacalhau à Gomes de Sá

Essa é uma das receitas de bacalhau mais tradicionais que se tem notícia. O mito tem nome: José Luís Gomes de Sá Júnior, um negociante de bacalhau na cidade do Porto, Portugal. O bigodudo vendeu a receita a um amigo, que possuía um restaurante no centro da cidade, e assim foi conhecido. O grande diferencial da receita é amaciar as lascas de bacalhau no leite, além da simplicidade dos ingredientes.

Tá a fim de comer mais dessa iguaria? Dá uma olhada nas minhas outras receitas de bacalhau!

Tortilha de batata

23 setembro, 2009 Comida espanhola, Petiscos Tags:, , , , 1 Comentário

Inspirado no livro Tapas – Os Criativos Petiscos Espanhóis em Versões Salgadas e Doces

Lá vai mais um tapa. Nada complexo. Você precisa é ter duas frigideiras e um pouco de coragem, senão não vai conseguir virar o omelete gigante. Os palitinhos parecem enfeite, mas são fundamentais para segurar as batatas no lugar, vale, tio?

5 batatas médias
1 cebola
5 ovos grandes
Sal a gosto
Óleo para fritar

rende 6 porções pequenas

Descasque as batatas e fatie em rodelas bem finas. Pique a cebola em quadradinhos. Aqueça o azeite, e frite a cebola um pouquinho. Depois, acrescente as batatas, e frite-as até que comecem a ficar macias. Acrescente uma pitada de sal.

Enquanto isso, bata os ovos, com um batedor (facilita bem). Acrescente um pouco de sal aqui também. Quando retirar as batatas com cebola, jogue-as no mesmo recipiente dos ovos, e acomode-as bem. Aqueça bem a frigideira, com uma boa quantidade de óleo, e despeje a mistura completa nela. Deixe fritar bem, e então aqueça uma outra frigideira no mesmo tamanho (eu avisei!). Posicionando uma frigideira em cima da outra, fica mais fácil virar tudo de uma vez, bem rápido, para que a sua tortilha tenha forma de tortilha e não de ovos mexidos!

Depois que estiver tudo bem fritinho, é só colocar num prato grande, e fatiar em quadrados, com cuidado para manter tudo no lugar. Aí é que entram os palitinhos…

Purê de baroa na mini-moranga

10 agosto, 2009 Acompanhamentos, Comida mineira Tags:, , , 3 Comentários

foto de um pure de baroa servido dentro de uma mini-moranga com flores comestíveis e parmesão

Comi junto com supremo de frango com queijo e geléia de amora

Baroa, batata-baroa, cenoura-amarela ou mandioquinha são nomes para uma mesma delícia. Eu comi isso pela primeira vez no ótimo Xapuri, de comida mineira, e nunca mais me esqueci. A mini-abóbora moranga, pumpkin, não é fácil de encontrar e não é barata, mas tem coisas na vida que você simplesmente merece.

1,5kg de baroa
6 mini-abóboras morangas
500ml de creme de leite fresco (tem que ser fresco, senão talha)
100g de manteiga sem sal
50g de parmesão fresco (ou outro queijo à escolha)
Sal e pimenta do reino

rende 6 porções

Coloque as baroas para cozinhar na água com bastante sal. Coloque em outra panela as mini-abóboras também para cozinhar na água, mas nem precisa sal. O tempo de cozimento deve variar entre 30 e 40 minutos para cada. Você quer as baroas começando a desmanchar, mas as abóboras ainda firmes. Retire cada uma a seu tempo. Deixe as abóboras numa bandeja para esfriar.

Descasque as baroas ainda quentes, pique grosseiramente e bata no liquidificador com 400ml do creme de leite (vá acrescentando ele aos poucos). Tenha certeza que bateu tudo, e não sobrou nenhum pedacinho.

Enquanto isso, aqueça os 100ml de creme de leite restantes numa panela, com a manteiga. Quando dissolver tudo, acrescente o purê, e acerte o sal e pimenta do reino. Vá mexendo sempre, e cozinhe por uns 10 minutos.

Pegue as mini-abóboras, e, com uma faca pequena, faça um buraco redondo, pelo cabinho. Com uma colherinha, retire todas as sementes. Agora é encher o interior da mini-abóbora com o purê, salpicar um pouco de parmesão por cima, e levar ao forno em temperatura média por 10 minutos, só para dar aquela crostinha. Sirva uma mini-abóbora per capita, só para quem merecer.

Supremo de frango com queijo e geléia de amora

4 agosto, 2009 Carnes Tags:, , , , , 0 Comentários

Inspirado em receita do livro 500 anos de gastronomia em Terra Brasilis

supremo de frangosupremo de frango

Comi junto com purê de baroa na mini-moranga

Supremo de frango, ponto. Esse foi o pedido de aniversário da minha irmã. O manuseio do frango recheado exige alguma habilidade, então vai com calma. Você pode substituir o sabor da geléia se quiser, e também não precisa se preocupar em comprar uma tão cara. Apenas uma que não seja muito doce, para não ficar enjoativo. Mas também não vai naquela hipocrisia de comprar light! Esse prato é bem gordinho.

Por quê ele chama supremo, eu andei pensando mas não consegui entender. Se você souber, coloca aí nos comentários ;-)

4 peitos de frango inteiros
8 colheres sopa de queijo minas padrão
6 colheres sopa de geléia de amoras
2 colheres sopa de farinha de trigo
2 colheres sopa de farinha de rosca
2 ovos
100g de manteiga
Óleo para fritar
100ml de vinho tinto seco
Sal e pimenta do reino

dá para 4 porções

Com um martelo de carne, bata os peitos de frango, abrindo-os, até que fiquem bem fininhos. Tempere com sal e pimenta do reino. Pique o queijo em pedaços pequenos, ou rale grosso, e misture com 4 colheres da geléia. Divida esse recheio em 4, e distribua por cima dos peitos de frango, no centro. Depois, é fechar os peitos, dobrando-os ao meio e juntando as beiradas. Na verdade, eles não fecham perfeitamente. Mas com jeito, você vai levando.

Monte sua linha de produção: um prato com a farinha de trigo, outro com os ovos batidos, outro com a farinha de rosca, já perto da frigideira, que deve ser funda e larga. Aqueça a manteiga com 1 xícara de óleo nessa frigideira. Passe cada peito de frango recheado pela farinha de trigo, ovos e farinha de rosca, e vai para a frigideira. Faça isso com cuidado, mas sem demorar, porque colocando os 4 peitos para fritar ao mesmo tempo, fica mais fácil controlar.

Vire os peitos de frango quando necessário. Eles devem ficar bastante corados, para que o queijo derreta e a carne chegue ao ponto. Paralelamente, faça o molho: coloque o vinho para ferver, e acrescente o restante da geléia de amora. Deixe reduzir até metade do volume original, mexendo para não queimar óquêi?

Sirva o supremo de frango regado com o molho (que vai evitar que o peito fique seco). Um purê também cai bem, afinal, ser supremo merece súditos fiéis!

Eton Mess (Merengue)

4 agosto, 2009 Sobremesas Tags:, , , , , , 2 Comentários

Inspirado em receita do livro Cook with Jamie

Inverno é época de morango, e eu particularmente sou um fã incondicional dessa fruta. Eu já tinha experimentado outras maneiras de fazer merengue de morango, mas essa aqui, quando deu certo, vou te falar que não rende nada. Porque meia hora depois de comer, você vai ficar pensando naquela tigela com o que sobrou na geladeira… e vai lá comer de novo.

500g/2 caixinhas de morangos, lavados e picados
500ml de creme de leite fresco

200g de suspiros
1 colher de chá de essência de baunilha

1 colher de chá de vinagre balsâmico

2 colheres sopa de açúcar de confeiteiro

rende no máximo uma hora

Separe 1/4 dos morangos e coloque num pilão. Amasse-os bem com o pilão (poderia ser com um garfo), misture com uma colher de chá de vinagre balsâmico (atenção: colher de chá é aquela menor!) e uma colher de sopa do açúcar. Coloque na geladeira. Os outros 3/4 dos morangos, apenas deixe-os picados e preparados para o gran finale. Picar os morangos “de comprido” dá todo um charme, não é? Pois é.

Os suspiros eu prefiro comprar prontos. Prefira os de padaria, fresquinhos, do que aqueles industrializados escuros feios. Quebre os suspiros em pedaços menores que os morangos e reserve.

Bata o creme de leite fresco numa batedeira, adicionando aos poucos a outra colher de açúcar, durante uns 4 minutos, até começar o ponto de chantilly. Vá adicionando junto a colherinha de essência de baunilha. É pra colocar bem pouca baunilha mesmo, senão escurece. O creme tem que ficar macio, mas consistente. Leve à geladeira por mais ou menos uma hora.

Chegando a hora de servir, misture delicadamente o creme de leite batido com as frutas esmagadas, e depois junte o suspiro e metade do morango picado. Misture gentilmente, e depois, use os outros morangos para enfeitar. É importante juntar tudo bem em cima da hora de servir, para que as consistências de cada ingrediente sejam preservadas. E também para que você não queira comer antes da hora.

Risoto de abóbora com farofa de pão

14 julho, 2009 Acompanhamentos Tags:, , , , , , 1 Comentário

Se você é virgem no preparo de risotos, sugiro ler esta outra receita antes, que é mais detalhada. A vontade de comer risoto de abóbora veio do blog da Flavinha Massara, o Cozinha Fácil, cheio de coisas que eu recomendo comer. O que eu fiz foi incorporar a “farofa” de pão com sementes de abóbóra, que só chamo de farofa para não chamar de jacuba.

1 cebola bem picada
1 talo de salsão, picado
2 dentes de alho, picados
200g de arroz arbóreo ou carnaroli

1 tablete de caldo de legumes

100ml de vermouth ou vinho branco
50g de parmesão ralado fresco
1/4 de abóbora moranga sem casca cortada em cubos, e separe as sementes
1 pão de sal velho ou dormido
1 colher de sopa de manteiga
4 colheres de azeite extra-virgem

Sal e pimenta do reino

rende 4 porções

Coloque para ferver 1 litro de água, com o cubo de caldo de legumes. Mantenha essa água no fogo brando, pois você vai precisar dela quente. Quando for cortar a abóbora, separe as sementes, lave-as bem e deixe secar ao sol, se puder.

Aqueça o azeite na panela, e frite a cebola até que fique transparente. Adicione o salsão, doure mais um pouco e em seguida adicione o alho. Adicione o arroz e vá mexendo, até que ele frite um bocado. Adicione mais azeite, se necessário.

Adicione o vermouth. Deixe secar, mexendo sempre, e a partir de agora cumpra o ritual do risoto: cubra o arroz com água da fervura, mexendo sempre para não grudar. É a hora de acrescentar a abóbora em cubos. Quando começar a secar, jogue mais água da fervura. E vai assim, até o arroz ficar cozido, mas ainda bem firme. Ajuste o sal.

Desligue o fogo. Coloque a manteiga, e mexa bem, até que ela derreta. Depois, o parmesão ralado, e mexa bem de novo. Dependendo da panela, fica legal jogar parmesão por cima no final, para dar uma crostinha de queijo. Deixe descansar por uns 5 minutos antes de servir.

Enquanto o risoto descansa, faça a farofa de pão. Corte o pão em cubos pequenos, com cuidado para não amassá-lo muito e perder o volume. Aqueça uma frigideira com um pouco de azeite, e acrescente primeiro as sementes de abóbora, já lavadas e secas. Deixe-as fritar bastante, a idéia é que fiquem crocantes mesmo. Jogue uma pitada de sal, e acrescente os pedaços de pão. Um pouco mais de azeite será necessário para fritar o pão, e com muito cuidado, pois queima fácil.

Sirva o risoto com a farofa de pão e sementes de abóbora por cima. A idéia é que elas dêem uma salgadinha, que vai equilibrar o sabor adocicado da abóbora. Manda ver.

Mousse de chocolate e morango

9 julho, 2009 Sobremesas Tags:, , , , 5 Comentários

Inspirado em receita do programa Menu Confiança, no GNT

mousse de chocolate e morango

Segundo o Claude, essa é para o Dia dos Namorrads. Mousse de chocolate e morango é algo fácil de fazer, e eu adoro coisas que ficam numa porção exata, tipo, um potinho que é todinho para você. É tão… pessoal…

1 barra (160g) de chocolate meio-amargo
4 claras de ovo
2 gemas de ovo
4 colheres sopa de açúcar refinado
500g de morangos
+- 1/2 xícara de açúcar cristal (dependendo da sua doçura)

Pique metade dos morangos e reserve. A outra metade, bata no liquidificador, misture o açúcar cristal, e coloque para ferver. Deixe ferver um pouco, e depois desligue o fogo. Deixe esfriar.

Derreta o chocolate em banho-maria (isso significa, aqueça água num recipiente largo, com outro recipiente de vidro ou plástico dentro, com o chocolate dentro deste último). Enquanto isso, bata as claras numa batedeira. Quando elas começarem a crescer, vá adicionando o açúcar refinado devagar, colher por colher. Você vai saber que chegou no ponto quando ela estiver macia e consistente, ou seja, você pode virar a vasilha de cabeça para baixo e nada vai cair. Faça isso em cima da cabeça da sua(seu) namorada(o), é o melhor teste.

Derretido o chocolate, misture as 2 gemas (se alguém puder explicar porquê, fico feliz). Misture metade das claras em neve e mexa vigorosamente. Agora, misture a outra metade, mas com a delicadeza de uma virgem cega dinamarquesa, porque é o aerado da clara que vai dar o efeito mousse no negócio. Distribua nas vasilhas mais bonitas que você tiver, e coloque na geladeira por duas horas.

Mas antes disso, passada uma hora, a calda já esfriou. Junte os morangos picados a ela, e despeje por cima da mousse, que já deve estar rígida o suficiente. Agora é deixar ela descansar na geladeira um pouco, enquanto você serve aquele jantar à luz de velas… e depois… sobrremêsse.

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