Tarte nada mais é que uma torta aberta, ou, neste caso, “virada” com o recheio de barriga para cima. O que pode ao mesmo tempo estragar as preliminares de se imaginar o que a massa da torta esconde, e ao mesmo tempo pode maravilhar os mais gulosos, com uma espécie de decote culinário. Pode-se dizer, portanto, que comer um tarte é entrar por debaixo da saia de uma torta.

4 maçãs fuji ou gala
1 xícara de farinha de trigo
1 colher sopa de manteiga sem sal
1 xícara de açúcar mascavo
1 ovo
1 colher de café de fermento em pó
suco de 1 limão
4 paus de canela

dá pra 12 comerem

Primeiro, a massa. Despeje a farinha de trigo numa bancada, faça um buraco no meio, adicione o ovo, o fermento e a manteiga e vá misturando, primeiro com um garfo, depois com as mãos, até obter uma massa uniforme. Enrole-a num filme de pvc e deixe descansar na geladeira por 30 minutos.

Descasque e corte as maçãs em fatias de meia-lua finas (conforme a foto), pingue um pouco de suco de limão para não escurecê-las e para dar aquele toque especial. Escolha sua assadeira redonda favorita, unte-a bem e forre-a com açúcar mascavo, generosamente. Disponha as fatias de maçã por cima, entremeadas com os paus de canela. Imagine, aqui, que você está começando o seu tarte pela parte de cima, então se quiser fazer algo bonito, a hora é agora.

Depois de dispor toda a maçã, abra a massa, com um rolo se possível, e cubra totalmente o tarte, tomando o cuidado de eliminar o ar, deixando seu preparado bem juntinho. Leve ao forno a 200º por 20 minutos, e se necessário mais uns 10 até que a massa esteja bem assada.

Chegado o gran finale, é colocar um prato por cima da assadeira e virar, com agilidade, o seu tarte de cabeça para baixo (ou, no caso, de cabeça para cima). É arriscado e divertido, assim como muitas outras coisas na vida. Se tudo der certo, o seu tarte vai ficar um pouco mais bonito do que esse aí da foto que tirei do meu.

Sirva de sobremesa, ou com um bom cappuccino, que também vai bem.